sábado, 21 de agosto de 2010

Trabalhos de Campo

Fala Galera, sussegad@s?

A respeito dos trabalhos de campo, o encontro possui uma percepção que o campo é realmente uma extensão de nossa prática como estudantes/cidadãos. A partir desta premissa, o IV EREGEO SUL que ocorrerá nos dias 12,13,14 e 15 de novembro na UEPG, apresentará campos onde o estudante que participar vai colaborar, intervir e aprender, construindo o encontro coletivamente, não somente observando. Além disso, os campos que julgamos principais, são contextos onde os alun@s de Geografia da UEPG estão inserid@s efetivamente, assim trazendo um melhor esclarecimento sobre o porque do campo.

Bem, vamos lá!
Serão 4 Campos Principais com a percepção acima incorporada

Trabalho de Campo na Unidade de Conservação Parque Estadual de Vila Velha - PEVV.

ESPECIES EXOTICAS INVASORAS NO PARQUE ESTADUAL DE VILA VELHA

As Espécies Exóticas Invasoras são hoje a segunda causa mundial de perda da biodiversidade. São responsáveis por uma serie de danos ao ecossistema, tornando-o cada vez mais frágil e suscetível a novas invasões.

A maior parte destas espécies foi introduzida com fins comerciais pela sua precocidade, alto potencial de desenvolvimento, competição, celulose, madeira, etc. O problema é que ninguém chamou a atenção quanto à contaminação das áreas próximas a esses plantios.

Este problema vai além das nossas fronteiras, é um assunto muito comentado em vários países e que vem aumentando cada vez mais a procura por informações. Existe até um Programa Global de Espécies Invasoras (GISP), formado por pesquisadores de diversas áreas que atuam no Brasil e outros países, que tem como missão a conservação da biodiversidade e a sustentação dos meios de subsistência humana, minimizando a disseminação e o impacto das espécies exóticas invasoras.

Outra questão abordada atualmente é o chamado “Deserto Verde”, termo utilizado para designar a monocultura extensiva de árvores em grandes áreas para a produção da celulose. Dentre os impactos causados pela monocultura extensiva, podemos citar a desertificação, desaparecimento das nascentes, exaustão de mananciais, aceleração da erosão, sem contar as perdas na variabilidade de espécies.

Dentro desta situação, chamamos a atenção da comunidade, em geral, aos cuidados que devemos ter com a implantação de novas áreas de cultivo, como o citado anteriormente.

Tendo o Parque Estadual de Vila Velha como cenário de uma área que passa por estes problemas desde sua criação, encontramos nele o suporte para a discussão sobre o assunto. Há um programa de erradicação de espécies exóticas invasoras em andamento no Parque, que já está sendo utilizado em outras Unidades de Conservação do Paraná e até em outros estados, que nos ajudará a entender um pouco mais da questão e nos encaminhara a propor novas saídas a esta problemática.

(Cristiane Tavares)



Os objetivos principais de uma Unidade de Conservação, no caso o Parque Estadual Vila Velha, são diversas. Englobam a conservação de elementos naturais (flora, fauna, rochas, relevo, hidrografia, etc.) para fins de pesquisa de inúmeras áreas que podem ou não ser aliadas à prática do lazer, turismo, as características culturais, as lendas, a população que tem um contato mais direto com o local, histórico desta relação, enfim, são levadas em consideração, mas não caracterizam o foco central de nossa prática.

Vila Velha foi escolhida pela sua beleza cênica e singular na região dos Campos Gerais. @s habitantes da região já frequentavam esse local antes mesmo dele ser transformado em uma área de preservação. Os paredões de arenito(rocha típica) que sofrem diariamente a erosão formam um museu a céu aberto, um perfil geológico datado de aproximadamente 300 Milhões de anos. Os campos naturais da região com sua vegetação característica serviram como pastagens naturais para o gado e tropeiros que faziam ali sua rota. Quase toda a área dos Campos Gerais já foi substituída pela extensa monocultura da soja e o florestamento de Pinus sp. O plano de manejo, que indica uma área de amortecimento aos arredores do parque não é seguido. O conhecimento e a experiência em pesquisas que apontam essa fragilidade ficaram apenas no papel. As sementes desta árvore (Pinus) podem viajar com a ajuda do vento por dezenas de quilômetros e a manutenção que faz o corte-manejo, não da conta visto o tamanho da área em 3.122 hectares.
O PEVV já passou por várias administrações e cada uma tem seus interesses e objetivos. Alguns locais do parque já foram áreas de experiência com sementes de soja, milho, eucalipto... Hoje esses locais tentam recuperar-se com o que a natureza do entorno tem a oferecer. Durante o inverno (estação predominantemente seca) incêndios acentuam ainda mais e fazem esse resquício de biodiversidade se acabar.
A atual conservação é boa, perante tudo que já aconteceu. O objetivo desse campo é fazer o corte dessa árvore exótica que sufoca a vegetação nativa e ao longo do dia será possível conhecer os atrativos do parque. No início teremos um pré-campo que abordaremos detalhes pertinentes aos/as participantes para um melhor acúmulo da problemática e após o campo, no retorno ao alojamento socializaremos nossas experiências com o pós-campo, dialogando com @s participantes dos outros campos.

Trabalho de Campo na Comunidade Emiliano Zapata.

A comunidade Emiliano Zapata, um assentamento do MST, hoje é um exemplo de gestão do território e produção de alimentos orgânicos. Unindo a história da luta pela terra com os companheiros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra mais a questão da agroecologia teremos um campo positivamente para todos que (...)

( em breve maiores e melhores informações )

Trabalho de Campo: O Aterro Sanitário


Este campo consistirá em uma deriva pelos campos gerais com o intuito de aguçar o olhar geográfico analisando aspectos geológicos, geomorfológicos, hidrográficos, uso e ocupação do solo entre outros,além da exposição de diversas problemáticas presentes na localidade.

Aspectos físicos da localidade

A região encontra-se no 2°Planalto paranaense na porção leste da cidade de Ponta Grossa, sobre a formação furnas onde também esta localizado o aquífero furnas (grande manancial de águas subterrâneas). A geomorfologia da região se apresenta em forma de espigões e a hidrografia é extensa.

Trajeto e exposição das problemáticas

O trajeto será feito em forma de caminhada saindo do campus da UEPG sendo a primeira parada no parque municipal balneário rio verde, ali será abordada a problemática do descaso dos órgãos públicos em relação a manutenção de parques públicos que garantam a sustentabilidade dos aspectos naturais da região; Segue-se então a margem do rio observado o desacerbado e irresponsável avanço da agroindústria sobre as paisagens características da região; A próxima parada está programada para onde está instalado um empreendimento de criação e abate de suínos, colocando em risco o equilíbrio da região pois o mesmo encontra-se em área de APP (área de proteção permanente), nesta parada pretende-se abordar o descaso do setor privado em relação as leis de preservação de mananciais demonstrando a ineficiência do setor publico na fiscalização destas áreas; Segue-se em direção ao encontro de dois afluentes do rio conhecido popularmente como “Quente e Frio” pois um afluente segue seu curso em sua maior parte sobre os arenitos que tem como cobertura vegetal os campos (lajeado) que são caracterizados por pequenos arbustos,tendo assim suas águas aquecidas pelo sol,já o outro afluente segue seu curso em grande parte em meio a capões(matas ciliares) assim suas águas ficam mais frias em relação ao outro,faz-se uma parada para descanso, lazer, alimentação. Após esta pausa o próximo destino é as futuras, onde encontra-se instalações de um aterro sanitário privado que é a principal problemática do campo, pois é de grande irresponsabilidade a construção de um empreendimento em local tecnicamente comprovado inadequado por vários fatores e que futuramente poderá acarretar sérios problemas ambientais e sociais. Pretende-se fazer uma intervenção no local e junto a sociedade pontagrossense!
Faz-se então o caminho de volta para se realizar então o pós –campo que se dará em forma de discussão entre @s participantes com @s mesm@s apresentando as concepções, as problemáticas e opniões tiradas do mesmo.

(em breve maiores e melhores informações)


Trabalho de Campo: Áreas de Risco no perímetro urbano de Ponta Grossa.

Ponta Grossa é uma cidade cuja geomorfologia é muito acentuada. Suas áreas fragilizadas localizam-se nos declives e nas baixadas dos morros, correndo riscos de enchentes e deslizamentos. A Geograficidade de PG esconde esse perigo, pois ao observar a cidade de um ponto alto você não conseguirá ver esse contraste.
A hidrografia da região esta inserida na bacia do Rio Tibagi. Os rios mais próximos à cidade são o Rio Verde, o Rio São Jorge, o Rio Botuquara e o Rio Pitangui ( que abastece a cidade ) o qual se situa a barragem dos Alagados, ou seja, Ponta Grossa tem uma grande rede hidrográfica que recorta e delimita, naturalmente, toda a área do município. Sabendo as ações e o posicionamento da cidade capitalista hoje, separando-as economicamente em locais desfavorecidos, as pessoas deslocam-se afim de situarem-se próximos aos seus trabalhos, assim proporcionando riscos para si próprios. Mas o que fazer?
O campo visará essa compreensão a partir de análises já feitas por acadêmicos de Geografia que atuam junto ao departamento de patrimônio e a defesa civil de PG, além de contato com associações de moradores organizadas, propondo um diálogo e possivelmente uma ação conjunta, que seja positivo tanto para moradores como para os estudantes.

Um comentário:

  1. Olá, gostaria de parabenizá-los em primeiro lugar pela iniciativa de promover e organizar pelo blog o evento. E queria saber quais serão as modalidades de apresentação de trabalhos no evento. Abraços

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