domingo, 14 de outubro de 2012


A geografia das Siglas ou as Siglas da Geografia?


A geografia das Siglas ou as Siglas da Geografia?
Este texto originalmente foi publicado no finado Jornal da Geografia (o Carpinteiro do Universo), sendo escrito pelo ex-aluno Leandro Martins “Fino” e ligeiramente modificado pelas circunstâncias.

Nossas vidas, sejam elas urbanas ou rurais, modernas ou pós-modernas, mostram-se recheadas de siglas, abreviações, simplificações enfim, cujos objetivos seriam, talvez, facilitar nosso entendimento e convivência com esses “novos” organismos, órgãos, impostos, medidas provisórias, instituições, movimentos etc. Contudo nos deparamos aí com uma grande e intransponível, pelo menos por enquanto, contradição - as siglas nos superlotam o “disco rígido” e nos fazem acreditar nelas e não mais nos seus significados, naquilo que realmente representam, apesar de, nem sempre, efetivamente.Não vamos aqui discorrer sobre os motivos e fins de nossa fé moderna nas siglas, mas aproximar essa realidade com nosso microcaosmos geográfico.
A institucionalização da ciência geográfica deu-se e dá-se paralelamente a multiplicação de siglas referentes a esse processo. Fugindo de um histórico das sucessões das instituições e suas respectivas siglas, o que seria muito particular e subjetivo, segue uma breve tentativa de glossário sobre as atuais e mais importantes instituições, eventos e movimentos geográficos brasileiros, não menos subjetivo, mas mais direto e com o intuito de provocar alguma reação, alguma intervenção, alguma coisa.
  • AGB – Associação dos Geógrafos Brasileiros:
É a nossa associação, nela, estudantes de graduação, de pós-graduação, professores de todos os níveis, profissionais de todos os campos em que o geógrafo possa ter intervenção são SÓCIOS com os mesmos direitos e compromissos. Não existe nenhuma fronteira burocrática que diferencie os associados da AGB, apenas éticos, morais, estéticos e históricos; parte por forças de uma auto-proclamada elite AGBeana ciumenta e rançosa, parte pelo histórico de lutas e contribuições de uma outra elite AGBana muito mais legítima e parte pela insipiente intervenção e militância estudantil em sua construção.

  • A AGB se articula nacionalmente sob responsabilidade da DEN (Diretoria Executiva Nacional) e em sessões locais, que podem ser formadas de acordo com as possibilidades dos geógrafos dali, ou de sua necessidade.  Na Região Sul existem Seções Locais como Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Marechal Cândido Rondom, Francisco Beltrão e Londrina. A maioria destas encontram-se no campus de Universidades.

  • RGCs – Reuniões de Gestão Coletiva:
São as reuniões da AGB, onde sua gestão é pensada, planejada e as atividades e ações são coletivamente distribuídas pelos participantes. A participação é aberta a todos os associados, com direito de voz e voto; estes devem ser previamente informados da data e local pela diretoria da sessão local onde são filiados.

  • ENG – Encontro Nacional de Geógrafos
Evento maior da AGB, é onde os trabalhos de cada DEN se finalizam e onde geógrafos de todo o Brasil e de outros países se reúnem em torno de questões gerais, coletivas e específicas a cada grupo de interesse, pela construção da ciência geográfica e pela construção de uma AGB mais forte e atuante entre seus associados e na sociedade de forma geral. Acontece de dois em dois anos.

  • Existem também encontros nacionais das áreas, como o ENGA (Encontro Nacional de Geografia Agrária), com proporções menores por suas naturezas.

  • Fala Professor – Encontro Nacional de ensino de Geografia:
Outro grande evento da AGB; tão grande ou maior que o ENG, o Fala Professor reúne principalmente professores do ensino fundamental e médio em torno das questões da educação e do ensino de Geografia. Ocorre de quatro em quatro anos. Os Departamentos de Geografia das universidades estão cada vez mais omissos no envolvimento da construção desse importantíssimo evento nacional. Os estudantes também não podem se acomodar em somente ajudar a carregar as caixas e listas de presença, pois é muito enriquecedor participar da construção destes eventos, sobretudo atuando de forma conjunta nas AGB-locais como sócios.

  • AGP – Associação de Geógrafos Profissionais:
Existe em alguns estados apenas e busca congregar geógrafos profissionais, busca ser uma entidade profissional (ou seja, sem a presença de estudantes!) e se aproximar mais dos CREAS (Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura, mas que regulamentam a profissão de Geógrafo também). No ano de 2004 surgiu uma associação genérica, sendo mais ampla e fortalecida, que é a APROGEO (Associação Profissional de Geógrafos).

  • CONEEG – Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia:
É onde os estudantes de Geografia se organizam nacionalmente. Seus estatutos dizem que uma Confederação é a instancia que congrega entidades estudantis de diferentes naturezas. A CONEEG confedera as entidades regionais, estaduais e locais de estudantes de geografia assim como os D.As e C.As (Diretórios e Centros Acadêmicos de Geografia) ou outras formas de grupos. Atualmente a CONEEG se articula nacionalmente em núcleos locais (Conselhos Regionais, Conselhos Estaduais, Executivas Regionais ou Estaduais) que podem ser constituídos de acordo com as necessidades locais; essa política se deu para que a comunicação se amplie e as manifestações e atos se ampliem também, respeitando as realidades e envolvendo os núcleos nacionalmente.

  • CONEGEO – Conselho Nacional de Estudantes de Geografia:
É o momento de estreitamento dos laços entre as entidades confederadas e, principalmente dos estudantes de Geografia do Brasil. O CONEGEO é a reunião dos conselheiros que definem e organizam os rumos e atividades da nossa Entidade Nacional, constitui-se, portanto, como o único e amplo fórum de decisões da CONEEG, submetendo-se apenas a Plenária Final do ENEG (maior e superior fórum dos estudantes de Geografia do Brasil).

  • ENEG – Encontro Nacional dos Estudantes de Geografia:
Assim como o ENG, o ENEG é o momento de finalização e materialização dos trabalhos da nossa confederação nacional de estudantes. O ENEG deve ser construído por todas as entidades estudantis de Geografia que se confederam na CONEEG, caracterizando-o, efetivamente, como nosso fórum amplo e geral. O ENEG, assim como os demais encontros estudantis não devem ser encarados como uma mera possibilidade de conhecermos os lugares que os cediam, isso seriam (e vem sendo) uma simplificação e uma extrema banalização de nosso encontro, de nossa ciência e de nossa formação científica, intelectual e política. Não nos menosprezemos, não nos subentendamos, não nos vulgarizemos! POR FAVOR!
  
  • COREGEO-SUL – Conselho Regional de Estudantes de Geografia:
O Conselho Regional Sul é a entidade que congrega as entidades estudantis (CA's e DA's) das escolas de geografia e estudantes. Esse conselho funciona da mesma maneira que o CONEGEO, resguardando suas respectivas escalas de abrangência. É fundamental a participação de um grande número de conselheiros de diferentes escolas de Geografia para fortalecer as entidades regionais, mas esta relação deve ser subsidiada pela nossa organização interna, respaldada na base.
  • EREGEO-SUL – Encontro Regional dos Estudantes de Geografia:
É nosso fórum regional de troca, acumulação e manifestação; assim como o ENEG, representa a finalização dos trabalhos de cada entidade e outras atividades. Ocorre anualmente, assim como a eleição de uma nova diretoria executiva regional.
  • COEEG  União Paulista dos Estudantes de Geografia
É a entidade representativa dos estudantes de geografia do Estado de São Paulo, que foi reerguida das cinzas depois de mais de 15 anos. Ela tem um caráter diferenciado em relação às outras entidades geográficas, pois para a sua existência não se torna necessária uma existência de delegações das escolas, inexistindo até uma diretoria executiva, valorizando-se a participação espontânea dos estudantes.
  • EPEG – Encontro Paranaense dos Estudantes de Geografia:
É o encontro das diversas escolas de geografia presente no Estado do Paraná. Para ser realizado não existe uma comissão, ou seja, pessoas participam voluntariamente para a sua realização, e com isso tenta-se promover um encontro diferenciado. Ele não ocorre com periodicidade estipuladas, como nos outros encontros, pois ela presa a idéia de somente ocorrer quando houver necessidade.


Retirado e adaptado do site http://www.geopucsp.com.br/

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